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Belcanto Italia Festival chega ao Brasil: Porto Alegre recebe o que há de mais sublime na ópera italiana

por Miricis By Dani Goulart
16 de julho de 2026
em Música & Cultura

O Rio Grande do Sul comemora a partir deste mês de julho uma nova etapa que une Música & Cultura. Reconhecida pelas manifestações culturais que aqui acontecem, Porto Alegre amplia seu olhar para o belo canto italiano. Pela primeira vez fora da Europa, um dos festivais de ópera lírica italiana mais reconhecidos do mundo vai se instalar na capital gaúcha. Junto com a Miricis, estreia o Belcanto Italia Festival Edição Brasil.

“Estamos muito felizes em trazer para o Brasil o Belcanto, iniciando a primeira edição por Porto Alegre e proporcionando tanto aos músicos como à plateia a oportunidade de conviver e apreciar artistas internacionais da música de concerto e do canto lírico”, afirma o coprodutor Michael Penna.

O que é o Belcanto Italia Festival

Fundado e liderado pelo tenor italiano Roberto Cresca, o Belcanto Italia Festival é uma iniciativa internacional dedicada a promover e celebrar a arte do belo canto italiano — expressão que, em 2023, foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A ópera lírica italiana passou a integrar o seleto grupo de manifestações que a humanidade decidiu preservar para sempre.

Nascida em Florença em 1599, na corte da família Medici, a ópera italiana é a síntese de tudo o que o conceito made in Italy representa em sua forma mais elevada: música, canto, dança, pintura, moda e artesanato fundidos em um único acorde. Uma forma de arte que há séculos faz sonhar, chorar, emocionar e transformar gerações de espectadores em todos os continentes.

O Festival, ainda que celebre o belcanto e entusiasme a plateia, tem uma essência maior. Ele oferece oportunidades de performance em nível profissional a cantores e músicos em diferentes estágios de carreira, que têm a semana repleta de cursos, master classes e apresentações, unindo artistas de Portugal, Brasil, Itália e Venezuela.

A conexão gaúcha que tornou tudo possível

Por trás da chegada do Festival ao Brasil há uma história que começa antes dos cartazes. Michael Fragomeni Penna, coprodutor executivo do Belcanto Italia Festival, é gaúcho — mestre em Educação pela UFSM e bacharel em Ontopsicologia pela Faculdade Antonio Meneghetti. É ele, ao lado do coprodutor Ricardo Chacón, também músico, quem lidera no Brasil a articulação que tornou possível trazer ao País um festival de envergadura internacional.

À frente da gestão executiva da Filarmônica Ontoarte Recanto Maestro e da Orquestra Jovem Recanto Maestro, Michael conhece de dentro os desafios e as possibilidades de construir projetos culturais que toquem e transformem tanto quem opera como quem aplaude. E foi exatamente essa combinação de visão de negócios, sensibilidade artística e enraizamento na cultura local que abriu as portas para o Festival.

“O Chacón e eu percebemos que temos uma lacuna considerável a ser preenchida no Brasil, que aos poucos desperta para todo o potencial da música de concerto enquanto arte e enquanto formação de pessoas ao longo de toda a vida; o Belcanto, que estreia agora, mas que já prepara a edição de 2027, por diferentes cidades gaúchas, vem se somar a iniciativas tão vencedoras.”

Uma equipe de nível internacional

Um dos diferenciais do Belcanto está na condução dos diretores Roberto Cresca e Simón Zerpa-Carballo. “Poder trazer para estar conosco no Brasil essas duas sumidades da música de concerto é algo que realmente faz a diferença, tanto para as oficinas e cursos como para a grande Gala Lírica Viva Verdi, que encerra o Festival de 2026”, afirma Michael.

A direção artística do Festival está nas mãos de Cresca, tenor italiano formado no Conservatório de Santa Cecília, em Roma, e laureado em Direção Teatral. Vencedor do 64° Concorso Comunità Europea di Spoleto, Cresca acumula uma trajetória em teatros da Itália, França, Rússia, China, África do Sul, Turquia, Canadá e Cuba — com papéis centrais em La Traviata, Madama Butterfly, La Bohème, Carmen, Pagliacci e Aida. Foi diretor artístico no Teatro Argentina de Roma e no Teatro dell’Unione di Viterbo.

O maestro Simón Zerpa-Carballo se encarrega da direção e programação musical. Venezuelano formado pelo programa El Sistema — um dos projetos de educação musical mais admirados do mundo —, com doutorado em Regência Orquestral pela University of Iowa, mestrado pela Shenandoah University e pós-graduação pela Universidade das Artes de Berlim, já atuou com orquestras na Áustria, Alemanha, Itália, República Tcheca, Venezuela e Estados Unidos, e é reconhecido internacionalmente por sua defesa da música latino-americana.

Outro destaque, lembra Michael, é a participação do Quinteto Sinfonietta de Braga, que se apresenta no Capitólio, faz um concerto didático para os pequenos do Instituto de Educação e ainda integra as masterclasses.

O que acontece em Porto Alegre em julho

A edição de estreia no Brasil traz uma programação intensa entre os dias 13 e 18 de julho, com formação, masterclasses e concertos que movimentam alguns dos espaços culturais mais significativos de Porto Alegre.

A Casa da Música POA, na Rua Gonçalo de Carvalho, no Independência, abre suas portas para o Curso de Regência Orquestral com Simón Zerpa-Carballo (13, 14 e 15 de julho), as Masterclasses do Quinteto Sinfonietta de Braga (14 de julho) e as Aulas Individuais de Canto Lírico com Roberto Cresca (16 de julho). No dia 15, o Quinteto Sinfonietta de Braga apresenta um Concerto Didático gratuito para alunos do Ensino Fundamental no Instituto de Educação General Flores da Cunha.

No dia 18, às 11h, a Cinemateca Capitólio, no Centro Histórico, recebe o Concerto Arco da Corda Nova | Tour Brasil — também de entrada gratuita. E à noite, temos a grande estreia.

Viva Verdi: uma noite que Porto Alegre vai lembrar

O encerramento do Festival, no dia 18 de julho, às 20h, é a Gala Lírica Viva Verdi: Amor, máscara e sacrifício, no Teatro Simões Lopes Neto — com ingressos à venda no site do Teatro São Pedro.

O programa é integralmente dedicado a Giuseppe Verdi, estruturado em três eixos dramáticos: o jogo de máscaras de Rigoletto, a dimensão fatal de La Forza del Destino e o sacrifício amoroso de La Traviata, com o contraste expressivo de Il Trovatore. No palco, a soprano Carla Domingues, a mezzo-contralto Angela Diel — fundadora da Casa da Música Porto Alegre e uma das vozes brasileiras mais reconhecidas no exterior —, o tenor Roberto Cresca e o barítono Douglas Hahn, que acumula mais de 47 papéis no repertório e brilhou recentemente em Macbeth e Aida no Theatro Municipal de São Paulo e no Teatro Colón de Buenos Aires.

À frente da Orquestra do Belcanto Italia Festival, o maestro Simón Zerpa-Carballo. Uma noite que é, ao mesmo tempo, espetáculo e manifesto cultural.

O título não é acaso. VIVA V.E.R.D.I. foi o grito de guerra do Risorgimento italiano — um acrônimo que, além de homenagear o compositor, evocava Vittorio Emanuele Re d’Italia, em oposição à ocupação austríaca. O Festival lança essa edição poucas semanas após a Festa della Repubblica Italiana, reforçando o caráter identitário e festivo do evento no Brasil.

“Acreditamos que a Gala Lírica tem tudo para cair no gosto do público gaúcho. Tanto para os que já estão habituados a apreciar o belcanto italiano como para aqueles que se permitirem degustar, ingressando no mundo da ópera por uma apresentação que reúne diferentes peças de uma forma muito aprazível e com uma condução primorosa”.

Para o líder que entende o valor de associar seu nome à cultura

O Belcanto Italia Festival – Edição Brasil está aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), PRONAC 2510737. Isso significa que empresas e pessoas físicas podem patrocinar o Festival com recursos que seriam destinados ao pagamento de impostos — um mecanismo que transforma investimento tributário em retorno de imagem, relacionamento e posicionamento de marca.

Vincular o nome de uma empresa a um projeto como este é uma decisão estratégica, que alia branding de alto nível com o respaldo de um festival internacional, de artistas de carreira consolidada e de um patrimônio cultural reconhecido pela UNESCO. O retorno é de imagem, de reputação e de pertencimento a um círculo de excelência que poucos projetos no Brasil são capazes de oferecer.

Interessados em saber mais sobre o patrocínio podem entrar em contato direto pelo e-mail contato@belcantoitaliafestival.com.br

A Miricis é Media Partner do Belcanto Italia Festival – Edição Brasil. Acompanhe aqui a cobertura completa do evento.

Tags: belcanto italiabelcanto italia festivalbelcanto italia festival brasilestilo de vidagala líricaóperaroberto crescasimón zerpa-carballoviva verdi
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