
Porto Alegre recebe no próximo dia 18 de julho a Gala Lírica Viva Verdi: Amor, máscara e sacrifício, ponto alto que encerra o Belcanto Italia Festival – Edição Brasil. A gala propõe um percurso integralmente verdiano, estruturado em torno de três eixos dramáticos: o jogo de máscaras e a ironia trágica de Rigoletto, a dimensão épica e fatal de La Forza del Destino, e o sacrifício amoroso de La Traviata, contrastado pela força dramática de Il Trovatore. Lendo assim, a gente pensa: será que vou? E eu digo:
Vá!
Suprassumo da ópera, e por isso mesmo mais destilada, o que também confere uma experiência mais amigável para quem ainda não mergulhou no universo da obra completa, a Gala Lírica tem muitos encantos. Se a ópera apresenta dramaturgia, encenação, cenário, figurino, iluminação, em um verdadeiro teatro musical do início ao fim, a Gala Lírica vai na veia. Depura tudo o que é cenário e foca na essência: voz e música. É um concerto, tendo soprano e tenor como imagens centrais da noite, com o peso musical distribuído de forma equilibrada entre os quatro solistas e a orquestra do Belcanto Italia Festival Brasil.
Neste sábado, dia 18 de julho, Viva Verdi, sob a regência do maestro Simón Zerpa-Carballo, também diretor musical, se divide em duas partes. Ao lado do tenor italiano Roberto Cresca, também diretor artístico, o público vai poder ver em cena um elenco de alto nível. A mezzo-contralto Angela Diel, gaúcha, já cantou em Berlim, Bélgica e Luxemburgo e ganhou o Prêmio Açoriano de Música. A soprano Carla Domingues foi finalista no Teatro alla Scala de Milão. O barítono Douglas Hahn acumula mais de 47 papéis e cantou no Teatro Colón de Buenos Aires. E Roberto Cresca já atuou em quatro continentes.Vá!Vá!
Mas saiba como ir
Para que você possa desfrutar ao máximo desse momento único e irrepetível – quem não for, perdeu, a Miricis compartilha algumas dicas de comportamento e etiqueta.
O que realmente importa para assistir à Gala Lírica
Chegue antes do horário
A pontualidade é inegociável. A Gala Lírica, como qualquer espetáculo de música de concerto, não espera. Quem chega atrasado fica de fora e só entra no intervalo. Uma atitude de respeito com os músicos e com a plateia. Chegue antes, aproveite, bata um bom papo e entre no clima do espetáculo aos poucos.
Celular no silencioso
Ao chegar ao teatro, já coloque o celular no silencioso. A acústica da sala amplifica qualquer ruído. E um zumbido, por menor que seja, pode atrapalhar o momento dramático.
Evite fotografar e filmar
Por mais tentador que seja, evite fotografar e filmar. Afinal, estamos em uma Gala Lírica – o momento é de desfrute total. Entregue-se ao espetáculo e sinta. Nenhuma foto ou vídeo será maior do que o instante.
Saiba quando aplaudir
A questão é delicada. E o programa ajuda, servindo como um guia. Melhor aplaudir com atraso do que atravessar o samba – ou a gala, no caso. Geralmente se aplaude ao final do ato. Mas, se a plateia se emocionar e não houver outro jeito, embarque junto e se emocione.
E o perfume?
Siga o que a mamãe sempre ensinou: é uma gotinha só; o perfume é exclusivo para quem chega bem pertinho. Afinal, estamos em um teatro fechado, com muita gente por perto, e nada pode ser mais desagradável do que impor o nosso gosto aos outros.
O que não importa muito ao assistir à Gala Lírica
A roupa
Já se foi o tempo em que era exigido um dress code que faça jus ao nome. A noite é de Gala. A roupa, não necessariamente. Eleja uma roupa bacana, que você se sinta bem e que não destoe do conjunto. Vestido, blazer, calça, tênis, tudo vai bem. Até longo e smoking, se assim quiser. O que não cai bem é ir à Gala como se fosse caminhar no parque.
Saber de ópera
Não é preciso saber de ópera. É preciso sentir. Verdi exalta o amor, a paixão e escrevia para emocionar do nobre ao plebeu.
Um excelente espetáculo!
Ingressos no site do Theatro São Pedro.
